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CERTIFICAÇÕES DE SISTEMAS, PRODUTOS,SERVIÇOS E PROFISSIONAIS
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Por que Certificar

 

Hoje em dia, certificar a empresa em qualquer norma existente é a forma mais moderna de gestão e, como resultado, é parte do devido cuidado nos negócios atuais. Além da qualidade dos produtos e serviços fornecidos, para começar, a organização, a confiabilidade, a lealdade de fornecedores, um planejamento seguro, boas coordenação e comunicação desempenham papel primordial nos negócios. Os sistemas de gestão dão suporte tanto às demandas internas como às externas à organização.

Sistemas de gestão padronizados, como por exemplo o sistema segundo a Norma ISO 9001: 2008, são o resultado do know-how internacional dos setores da indústria, sistematizado. Representam o conhecimento total e a experiência de uma geração de especialistas internacionais de diferentes ramos de atividade, diferentes culturas, e diferentes países, os quais compilaram suas contribuições práticas. Com o estabelecimento da Norma ISO 9001:2008, eles contribuíram para um melhor sistema de comunicações tanto dentro das empresas, como entre as empresas.

Em todos os setores da indústria, sistemas de gestão se transformaram em referência internacional de transparência e eficiência. Com um sistema de gestão bem implementado e certificado, você demonstra ser um parceiro profissional. Além disso, você também exibe o fato de que não receia concorrência nem o benchmarking.

SISTEMAS DE GESTÃO GERAM VALOR AGREGADO

Metas claramente definidas, áreas de responsabilidade claramente delineadas e uma estrutura de comunicações otimizada contribuem para evitar perdas de informação e adicionar eficiência ao seu negócio.
Uma documentação administrada e transparente constitui a base de métodos de negócio sólidos e confiáveis. Fornece uma plataforma para a organização, tornando, assim, possível uma melhoria mensurável dos processos. Isto é, hoje, o estado da arte em termos de gestão. Além disso, novos procedimentos podem ajudar a economizar energia, reduzir desperdícios ou melhorar a qualidade dos produtos e serviços.
Sistemas de gestão implementados constituem, muitas vezes, parte integral dos requisitos de contratos de fornecimento. 

O que é uma certificação
Certificação é a declaração formal de "ser verdade", emitida por quem tenha credibilidade e tenha autoridade legal ou moral. Ela deve ser formal, isto é, deve ser feita seguindo um ritual e ser corporificada em um documento.
A certificação deve declarar ou dar a entender, explicitamente, que determinada coisa, status ou evento é verdadeiro. Deve também ser emitida por alguém, ou alguma instituição, que tenha fé pública, isto é, que tenha credibilidade perante a sociedade. Essa credibilidade pode ser instituída por lei ou decorrente de aceitação social.
O certificado é o documento que corporifica a certificação.

Validade
As certificações geralmente precisam ser renovadas e reavaliadas periodicamente por um órgão regulador certificador, que será responsável pela credibilidade dos métodos de avaliação do certificado. O certificador pode tanto ser um órgão público, quanto uma empresa privada independente. Certificados podem, inclusive, ser dados pelas próprias empresas que os utilizam, principalmente como apelo publicitário, o que pode ser caracterizado como “cheap talk”, ou seja, um apelo sem credibilidade garantida.
 
Formas de Certificação
Eles podem ser realizados para as seguintes finalidades:
·         Atestar a qualificação de um profissional,
·         Atestar a qualidade e funcionalidade de produtos, serviços, processos produtivos, por exemplo, nas áreas de segurança de computadores e software, em sua qualidade, na gestão ambiental de empresas e em tantas outras atividades das empresas que necessitam de uma regulamentação.
 
Acreditação
Acreditação é o reconhecimento formal por um organismo de acreditação de que um laboratório ou um organismo de certificação ou inspeção atende a requisitos previamente definidos e demonstra ser competente para realizar suas atividades com confiança. Segundo a norma ABNT - NBR  ISO/IEC 17011:2005 - Avaliação de conformidade – Requisitos gerais para organismos de acreditação; a definição de acreditação é : "atestação de terceira-parte relacionada a um organismo de avaliação da conformidade, comunicando a demonstração formal da sua competência para realizar tarefas específicas de avaliação da conformidade".
A definição de acreditação contida na norma 17011:2005 significa que organismos independentes (organismos acreditadores) executam uma verificação imparcial da competência dos OACs (Organismos de Avaliação da Conformidade) para executarem atividades de avaliação da conformidade, transmitindo confiança para o comprador e às autoridades reguladoras sobre os produtos, processos ou serviços avaliados.
Diferença entre certificação compulsória e voluntária
Certificação compulsória é aquela regulamentada por lei ou portaria de um órgão regulamentador, como por exemplo o INMETRO. A compulsoriedade dá prioridade às questões de segurança, saúde e meio ambiente, assim os produtos listados nas regulamentações apenas podem ser comercializados com a certificação.
A certificação voluntária é aquela que não possui qualquer regulamentação de órgão oficial, desta podemos destacar as certificações de sistemas de gestão da qualidade (NBR ISO 9000) e gestão ambiental (NBR ISO 14000).
 
Produtos possuem certificação compulsória
A compulsoriedade dá prioridade às questões de segurança, saúde e meio ambiente. Atualmente são os seguintes os produtos com certificação compulsória: Barras e Fios de Aço, Brinquedo - Segurança, Cabos e Cordões Flexíveis, Capacete de proteção para ocupantes de Motocicletas e similares, Configuração de Motores - Emissão Veicular, Dispositivo de Fixação de Contêiner - Fabricação, Eixo Veicular Auxiliar - Adaptação, Eixo Veicular Auxiliar - Fabricação, Embalagem Plástica para Álcool, Equipamento Elétrico para Atmosfera Explosiva, Equipamentos Eletromédicos, Extintor de Incêndio - Fabricação, Extintor de Incêndio - Inspeção, Manutenção e Recarga, Fios e Cabos Isolados até 750 V, Filtro Tipo Prensa para Óleo Diesel, Fósforo, Fusível Tipo Rolha Cartucho, Mamadeira, Mangueira PVC para GLP, Pneus novos de Automóveis, Caminhões e Ônibus, Pneus Novos de Motocicletas, Motoneta e Ciclomotor, Ônibus Urbano - Carroçarias, Recipiente de Aço para GLP - (Botijão de gás), Regulador de Pressão para GLP, Requalificação de Botijões de Gás (Distribuição de GLP), Preservativo Masculino, Vidros de Segurança dos Veículos, Veículo (Rodoviário) Porta-Contêiner - Fabricação e Adaptação.
 
O Sistema Brasileiro de Certificação (SBC)
O SBC tem na sua estrutura um órgão estratégico e diretivo, o CONMETRO (Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), uma secretaria executiva, o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), e os organismos de certificação credenciados (OCC).


Como são elaboradas as normas brasileiras
As Normas Brasileiras são elaboradas nos Comitês Brasileiros da ABNT (ABNT/CB) ou em Organismos de Normalização Setorial (ONS) por ela credenciados. Os ABNT/CB e os ONS são organizados numa base setorial ou para temas de normalização que afetem diversos setores, como é o caso da qualidade ou a gestão ambiental.
Avaliação de Conformidade
Avaliação da Conformidade ("conformity assessment") é definida como qualquer atividade com o objetivo de determinar, direta ou indiretamente, que um produto, processo, pessoa ou serviço atende aos requisitos técnicos especificados.
Requisitos técnicos são itens ou critérios definidos em uma norma técnica, regulamento técnico ou outro documento de referência.
A avaliação da conformidade a especificações, normas e/ou regulamentos técnicos pode ser realizada pelo uso de algumas ferramentas, tais como: ensaios, inspeção, coleta de amostras no fornecedor e/ou no comércio e auditorias (auditoria é o exame sistemático e independente para se verificar se as atividades e seus resultados estão em conformidade com os requisitos especificados e objetivos planejados).
No entanto, as formas usuais para a garantia da conformidade são
a.             Declaração do Fornecedor (1ª Parte),
b.             Qualificação do Fornecedor (2ª Parte) e
c.             Certificação (3ª Parte).
 
 
Declaração do Fornecedor
A declaração de conformidade do fornecedor refere-se a um conjunto de procedimentos estabelecidos e reconhecidos que ele utiliza quando declara, de sua própria responsabilidade, que o seu produto está de acordo com uma norma ou especificação técnica.
Para os produtos, de modo geral, uma declaração pode ser representada por um documento escrito, uma etiqueta ou outra forma equivalente.
A declaração é efetuada pelo fornecedor, que pode ser o fabricante ou o seu representante num determinado mercado, como um importador.No processo de comercialização do produto o fornecedor se depara com duas situações possíveis:
a.             Declaração Obrigatória
Caso em que as autoridades exigem uma declaração de conformidade. (Exemplo: etiqueta, nos tecidos, com a composição das fibras).
Por vezes as autoridades exigem informações adicionais à declaração de conformidade do produto. Estas informações podem estar relacionadas a detalhes do projeto do produto, resultados de ensaios (em caso de riscos para saúde, segurança e ambiente) e/ou à capacidade de garantia da qualidade da organização responsável pelo produto.
b.             Declaração Voluntária
Neste caso, a declaração funciona como um mecanismo de marketing para os fornecedores promoverem os seus produtos.
No caso voluntário, os fornecedores devem referenciar-se a normas internacionais, ou regionais, pela razão óbvia desta declaração poder ser aceita em outros países de interesse na comercialização do produto.
No caso obrigatório, a declaração deve ser efetuada em relação ao regulamento ou às normas aceitas pela autoridade específica.
Existem alguns argumentos a favor da declaração do fornecedor. Um deles é o próprio interesse do fornecedor, uma vez que, além de ser um processo mais rápido e econômico, nenhum fornecedor quer se confrontar com problemas de credibilidade em relação à sua marca, devolução de produtos ou ações judiciais por produtos defeituosos.
Outro motivo está relacionado à questão do conhecimento que o fornecedor possui relativamente ao processo de fabricação do produto: teoricamente ninguém conhece o produto melhor do que ele.
Finalmente, a declaração deve corresponder à verdade, ser apresentada de modo a não induzir a erros e o fornecedor deverá estar sempre apto a substanciar a validade desta declaração.
 
 
Qualificação do Fornecedor
A qualificação do fornecedor, ou de segunda parte, é o ato em que o fornecedor (primeira parte) é avaliado segundo os critérios do comprador (segunda parte) de modo a verificar se o produto, processo ou serviço está em conformidade com uma especificação, norma técnica ou outro documento normativo especificado.
De uma maneira geral, a qualificação de segunda parte é uma prática que despende mais recursos financeiros por parte do comprador. Ela pode incluir a realização de ensaios, de inspeções ou de auditorias ou combinações destas ferramentas.
Alguns compradores possuem esquemas de avaliação próprios, qualificando seus fornecedores segundo normas particulares. Pequenos fornecedores de grandes firmas podem, desta forma, obter vantagem pelo fato dessas firmas terem aprovado seus produtos: assim, eles ganham confiança, tanto interna quanto externa.
No caso dos sistemas de gestão da qualidade, geralmente são utilizadas as normas ISO 9000 como base de avaliação, mas dependendo do setor industrial podem ser adotadas normas específicas.
 
 
Credenciamento
É o modo pelo qual um organismo autorizado dá reconhecimento formal de que uma organização ou pessoa é competente para desenvolver tarefas específicas. No âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação o organismo autorizado é o INMETRO.
O INMETRO credencia organismos de certificação de sistemas, produtos, serviços, pessoal e de treinamento; organismos de inspeção, laboratórios de ensaios e laboratórios de calibração.
As atividades de credenciamento são norteadas pelos Guias ISO/IEC (que são documentos técnicos de aceitação internacional), os quais prescrevem diretrizes, critérios e condições fundamentais para o desenvolvimento destas atividades.
O credenciamento segue a lógica de assegurar ou reconhecer a competência técnica do organismo ou laboratório para cada escopo de atuação, a saber:
·  O credenciamento de organismos de certificação de sistemas de gestão (seja da qualidade quanto gestão ambiental) é feito por área de atuação com base numa classificação das atividades econômicas.
·   Já o credenciamento de organismos de certificação de produtos e serviços é realizado por produto / serviço (ou família de produto / serviço) e produto e por norma técnica ou especificação utilizada como referência.
·   Os organismos de certificação de pessoal são credenciados com base no tipo de profissional que será certificado (ocupação ou competência).
·   Os laboratórios de ensaios são credenciados com base no método ou tipo de ensaio.
·   Os laboratórios de calibração são credenciados de acordo com o tipo de grandeza a ser calibrada, como, por exemplo, medidas de massa, medidas de força ou dimensão.
·   O credenciamento de organismos de inspeção é feito com base no tipo de serviço de inspeção que será realizado (exemplo: inspeção de cargas perigosas ou inspeção veicular etc).
 
Eles podem ser realizados para as seguintes finalidades:
·   Atestar a qualificação de um profissional,
·   Atestar a qualidade e funcionalidade de produtos, serviços, processos produtivos, por exemplo, nas áreas de segurança de computadores e software, em sua qualidade, na gestão ambiental de empresas e em tantas outras atividades das empresas que necessitam de uma regulamentação.